Dia Internacional Contra a Homofobia – 17 de maio

No dia 17 de maio é comemorado o Dia Internacional Contra a Homofobia. Mas por que foi escolhido este dia para essa representação?

Em 17 de maio de 1990, a homossexualidade foi excluída da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Sabe aquele código que o médico coloca no seu atestado indicando qual doença você tem? Pois é exatamente desse código que estamos falando. Havia um código para designar a homossexualidade, que era classificada como uma doença, um transtorno mental! Somente nessa data, a assembleia da OMS aprovou a remoção do código 302.0, que se referia à Homossexualidade, com a declaração de que “não se trata de doença, nem distúrbio e nem perversão”.

Já com relação ao Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-I), a homossexualidade também aparecia como transtorno mental e foi removida em sua quarta edição, em 1994.

Por isso, a data de 17 de maio ficou lembrada como o fim de um ciclo em que a homossexualidade era vista como uma doença. Mas apesar desta importante conquista, ainda há muitos preconceitos que devemos combater, especialmente quando observamos o quão recente ela é e quantas estigmatizações e desqualificações a patologização da homossexualidade trouxe e ainda traz para o público LGBT. Se pararmos para pensar, trata-se também de uma conquista extremamente recente de apenas 27 anos!

Não há cura para quem não está doente!

A história mostra que já foram tentadas intervenções médicas de diversos tipos em busca da cura da homossexualidade, como castração, vasectomia, ovariectomia, tratamentos hormonais, tratamento de choque farmacológico, tratamento com estimulantes sexuais e antidepressivos sexuais. O próprio movimento psicanalítico, por meio de alguns psicanalistas, como Ernest Jones, foi contrário ao acolhimento de psicanalistas homossexuais nas reuniões clínicas realizadas pelos discípulos de Freud (Roudinesco, Elisabeth – História do Movimento Isicanalítico).

Organizações de saúde relatam que pacientes que buscam esta “cura” da homossexualidade através de intervenções terapêuticas podem sofrer de grave sofrimento psicológico, prejudicando seu bem-estar.

Homossexualidade e Psicologia

O Conselho Federal de Psicologia instituiu a Resolução CFP 01/99, que regulamenta a atuação de nós, psicólogos, acerca do tema “orientação sexual”.

O trabalho da/do psicóloga/psicólogo é contribuir no esclarecimento de questões relacionadas à sexualidade, auxiliando na superação dos preconceitos, estigmatizações e discriminações, sempre pautada/pautado nos princípios éticos de nossa profissão.

É necessário desconstruir equívocos que objetivam uma aplicação da psicologia como normatizadora, rompendo com uma prática clínica baseada apenas em conceitos morais.

A psicóloga/o psicólogo deve ajudar o sujeito a lidar com sua subjetividade, seja referente aos preconceitos dos outros quando criticam seus sentimentos, comportamentos e emoções como também contra o seu próprio preconceito em acreditar que está doente por sentir atração por pessoas do mesmo sexo.

O atendimento psicológico permite ao indivíduo em atendimento conhecer seus desejos e vontades, permitindo assim uma reflexão, para que possa viver e exercer sua sexualidade de forma satisfatória.

Clique aqui e acesse o folder do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo: Pela Livre Expressão das Orientações Sexuais e no Enfrentamento da Homofobia – Resolução CFP 01/99.

 

Referências:

Porto Web

Conselho Regional de Psicologia de São Paulo

 

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